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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Programa Cinema e Som - Laranja Mecânica

O clássico Laranja Mecânica, de 1971, dirigido por Stanley Kubrick, é uma adaptação do romance homônimo do escritor inglês Anthony Burgess, de 1962.

No filme, o personagem Alex, interpretado por Malcolm MacDowell, é líder de uma gangue de jovens que tem como diversão praticar a violência gratuita em uma Inglaterra futurista, mas sem época determinada. Obsceno, adepto de uma linguagem peculiar que mescla gírias e dialetos eslavos e apaixonado por música clássica, em especial Beethoven, Alex comete seus sadismos em meio a cantorias e agitação.

Numa destas investidas, após ser atacado, Alex é preso, sentenciado e submetido a um método clínico experimental conhecido como Ludovico, com a intenção de combater sua personalidade doentia e agressiva. O tratamento de choque, que tem como uma das estratégias exibir ao paciente imagens ininterruptas de sexo e violência, terá um efeito devastador na vida de Alex. Principalmente quando ele retornar às ruas e ao contato com a sociedade.

Indicado ao Oscar de melhor filme, diretor, roteiro adaptado e edição, Laranja Mecânica tornou-se uma obra prima do cinema e uma das referências do trabalho de Stanley Kubrick. O longa conquistou ainda as premiações de melhor filme e melhor direção pelo Prêmio de Críticos de Cinema de Nova York.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Programa Cinema e Som - Roman Polanski

Roman Polanski, nascido em Paris em 1933, é considerado um verdadeiro cineasta internacional por realizar filmes na Polônia, Inglaterra, França e Estados Unidos. Polanski passou a viver na Polônia aos 3 anos, pouco antes de iniciar a 2ª Guerra Mundial. Durante a invasão alemã ao país, em 39, viu os pais serem enviados a campos de concentração e aos 7 conseguiu escapar do gueto de Cracóvia, sobrevivendo em refúgios. Com o fim da guerra, reencontrou o pai, frequentou escola técnica e estudou cinema.

Os primeiros curtas realizados falavam de estranhas relações humanas com o uso de humor negro. Seu longa de estreia, o suspense A Faca na Água, de 1962, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Após abandonar a Polônia, Polanski foi para a França e após Inglaterra. Com Repulsa ao Sexo, em 65, e Armadilha do Destino, em 66, conquistou os Ursos de Prata e Ouro no Festival de Berlim.

Em 68, já em Hollywood, realizou O Bebê de Rosemary, sobre uma jovem grávida que ao lado do marido passa a ser amedrontada por seguidores de uma estranha seita. Um ano após dirigir esse terror psicológico, Roman Polanski enfrentou uma tragédia. A esposa Sharon Tate, grávida de 8 meses, foi brutalmente assassinada por um grupo de fanáticos liderado por Charles Manson.Em 74, realizou em solo americano o premiado Chinatown, com Jack Nicholson e Faye Dunaway sobre investigação de um detetive particular envolvendo traição e assassinato. O filme recebeu 11 indicações ao Oscar, vencendo o de melhor roteiro original.

Como protagonista e diretor no suspense O Inquilino, de 76, Polanski encerrou a Trilogia do Apartamento, precedido de Repulsa ao Sexo e O Bebê de Rosemary. No ano de 77, após ser condenado nos Estados Unidos por manter relação sexual com uma jovem de 13 anos, o cineasta saiu do país para evitar a prisão e passou a viver na França.

Nos anos seguintes realizou Tess, de 79, romance adaptado dedicado à memória de sua esposa; a comédia Piratas em 86, e os suspenses A Morte e a Donzela, em 94 e O Último Portal, em 99.Em 2002, com o premiado O Pianista, Polanski reviveu a própria história ao retratar as memórias de músico polonês judeu durante invasão alemã na 2ª Guerra Mundial. O cineasta faria ainda Oliver Twist em 2005, adaptação do clássico de Charles Dickens e o suspense O Escritor Fantasma em 2010, Urso de Prata em Berlim de melhor direção.

Após ser preso na Suíça em 2009, devido ao pedido de extradição pelos Estados Unidos, Polanski finalmente conquistou a liberdade no ano seguinte. O mais recente trabalho do cineasta é o drama Deus da Carnificina, adaptação de peça teatral homônima exibida na Broadway, Europa e Brasil.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Programa Cinema e Som - Narradores de Javé


A produção nacional Narradores de Javé, de 2003, tem direção de Eliane Caffé, que também assina o roteiro ao lado de Luiz Alberto de Abreu. O drama, com muitas doses de humor, conta a saga dos moradores da pequena Javé ameaçada de ser inundada devido à construção de uma hidrelétrica. Para evitar a destruição do fictício vilarejo baiano, eles devem elaborar um documento de cunho científico sobre a grande história de seu povo que justifique a permanência da região. É assim que os moradores irão recorrer ao malandro Antônio Biá, ex-funcionário dos correios, desafeto de muitos por mentiras contadas no passado, mas único morador de Javé alfabetizado e capaz de escrever.

Biá, personagem de José Dumont, deverá ouvir o maior número possível de moradores e unir todos os registros em um só livro. Assim, serão inúmeras memórias e diferentes versões da verdade em uma divertida construção do tão desejado patrimônio histórico de Javé. No elenco, outros importantes nomes do cinema nacional como Nelson Xavier, Matheus Nachtergaele, Luci Pereira, Rui Resende e Gero Camilo.

Dentre muitas conquistas nacionais e internacionais, Narradores de Javé foi premiado nas categorias de melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante para Gero Camilo no Grande Prêmio Cinema Brasil, melhor filme e direção no Festival do Audiovisual do Cine Pernambuco, e melhor filme independente e melhor roteiro no 30º Festival Internacional do Filme Independente de Bruxelas.

Por Rafaella Arruda
(Programa Cinema e Som - ELOFM)



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Programa Cinema e Som - Robert de Niro

Robert De Niro: um dos mais consagrados atores da história do cinema. O nova iorquino nascido em 1943 já estrelou mais de 80 filmes de diversos gêneros além de conquistar cerca de 30 premiações, entre elas Dois Oscars, Dois Globos de Ouro e quatro prêmios pela Associação de Críticos de Nova York. Robert De Niro descobriu a paixão por atuar ainda criança e aos 16 abandonou a escola para estudar interpretação no Conservatório Stella Adler. Logo depois, na célebre escola Actors Studio, através do Method Acting, De Niro refinou seu talento. Como resultado, uma carreira marcada pelo comprometimento físico e psicológico com cada papel, o que os tornou, em grande parte, memoráveis.

Como exemplo, para viver o personagem Travis Bickle, em Taxi Driver, Robert De Niro trabalhou como taxista pelas ruas de Nova York durante algumas semanas, assim como ganhou peso e aprendeu a lutar boxe para interpretar o lutador Jake La Motta, em Touro Indomável, que lhe garantiu o Oscar como melhor ator, e teve aulas de saxofone para atuar no drama musical New York New York. Três produções dirigidas por Martin Scorsese, com quem De Niro trabalharia também em Caminhos Perigosos, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino. Ainda, para viver o jovem Vito Corleone em O Poderoso Chefão II, de 1974, o ator aprendeu o dialeto siciliano, papel que lhe valeu o prêmio da Academia como coadjuvante.

Continuando na longa lista de sucessos, os dramas O Franco Atirador, de 78, um retrato da guerra do Vietnã com direção de Michael Cimino; Os Intocáveis, de 78, de Brian de Palma, em que Robert De Niro viveu o mafioso Al Capone, e Tempo de Despertar, 3 anos depois, em que interpretou o paciente de um hospital psiquiátrico Leonard Lowe, contracenando com Robin Williams. Em comédias, alguns destaques de De Niro estão nas produções Brazil - O Filme, de 85, Fuga à Meia Noite, de 88, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro, Máfia no Divã, de 99, e Entrando numa Fria, de 2000, além das continuações Entrando numa Fria Maior Ainda e Entrando numa fria maior ainda com a família, já em 2004 e 2010.

Em 1989 Robert De Niro criou sua própria produtora, a Tribeca Film Center, e quatro anos depois estreou como diretor com Desafio no Bronx. Nova experiência viria em 2006, quando dirigiu Matt Damon e Angelina Jolie no suspense O Bom Pastor, indicado ao Festival de Berlim. Robert De Niro continua vivendo em Nova York com a atual esposa, a atriz Grace Hightower, com quem tem 1 filho.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Programa Cinema e Som - A primeira noite de um homem

A Primeira Noite de um Homem, comédia romântica de 1967 protagonizada pelo então estreante Dustin Hoffman, trata da vida do jovem Benjamim Braddock que aos 21 anos retorna à casa dos pais após terminar a faculdade. Sentindo-se perdido entre desconhecidos e entre seus próprios sonhos, Ben Braddock inicia uma nova fase de sua vida em meio aos cuidados excessivos da família e à descoberta do amor.

Primeiro envolve-se com a esposa do amigo de seu pai, a experiente e sedutora Mrs. Robinson, vivida por Anne Brancroft. Um relacionamento aparentemente desejável por ambos, mas que acaba gerando problemas para o inocente Ben quando ele se apaixona pela filha da amante, a bela Elaine Robinson, interpretada por Katharine Ross. Inconformada com a aproximação entre os jovens, Mrs. Robinson tenta separá-los de diversas formas. Assim, caberá a Ben lutar por seu verdadeiro amor enfrentando todos os obstáculos, como a incompreensão dos pais e a resistência da própria amada.

A primeira noite de um homem é uma agradável comédia romântica que marcou a geração jovem da década de 1960 ao abordar temas como a descoberta da sexualidade e a figura da mulher moderna e independente, além de contar com canções da dupla norte americana Simon e Garfunkel que se tornariam grandes sucessos, como Sounds of Silence e Mrs. Robinson, tema homônimo da personagem de Anne Brancroft que se tornaria célebre na história do cinema. Premiado com o Oscar de melhor direção para Mike Nichols e melhor comédia pelo Globo de Ouro, dentre tantas outras conquistas, o filme também garantiu a Dustin Hoffman sua primeira indicação à Academia como melhor ator.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Programa Cinema e Som - Glauber Rocha


O baiano Glauber Rocha, nascido em Vitória da Conquista em 1939 e morto aos 42 anos, em 1981, no Rio de Janeiro, foi um dos mais marcantes cineastas brasileiros. Quando jovem, atuou em peças na escola, participou do movimento estudantil e aos 14 já realizava um programa diário sobre cinema em uma rádio de Salvador. Estudou Direito, mas abandonou a faculdade para se dedicar ao campo do jornalismo com foco no cinema.

Estreou seu primeiro longa, Barravento, com pouco mais de 20 anos, em 1962, depois de realizar diferentes curtas metragens. O trabalho abriu caminho para produções que se tornariam marcos do Cinema Novo no Brasil, movimento que representava uma nova forma de se fazer cinema, como retrato da realidade com fortes críticas sociais. Com Deus e o Diabo na Terra do Sol, em 1964, indicado a Palma de Ouro em Cannes, Glauber Rocha abordou o sertão nordestino, com suas fragilidades, cultura e crenças. 3 anos após, com Terra em Transe, no cenário da fictícia Eldorado, Glauber Rocha mostrou novamente a condição social brasileira. Desta vez um retrato da política através de situações como o populismo, o autoritarismo e a militância. Com o filme, Glauber Rocha alcançou a segunda indicação a Palma de Ouro, além de vencer o prêmio do Festival Internacional de Críticos de Cinema e o Festival de Locarno, na Suíça.

Finalmente, com O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, em 1969, Glauber Rocha conquistou o prêmio de melhor direção em Cannes. Neste, o personagem Antônio das Mortes, matador de aluguel presente em Deus e o Diabo na Terra do Sol, deveria combater um novo líder do cangaço. O filme valeu uma terceira indicação como melhor produção em Cannes.

Glauber Rocha ainda realizou outros longas como O Leão de Sete Cabeças, em 1970, Câncer, em 1972, e A Idade da Terra, em 1979, último trabalho do cineasta, baseado em poema de Castro Alves. Dentre os diversos curtas realizados, destaque para Maranhão 66, sobre a posse do então governador eleito do Estado, José Sarney, intercalado a imagens de mazelas da população maranhense, e Di Cavalcanti, de 77, documentário sobre o pintor, ilustrista e caricaturista falecido um ano antes. O filme venceu o Prêmio do Júri como melhor curta no Festival de Cannes, além de também indicado a Palma de Ouro.

Fosse gênio ou louco, considerado subversivo pela política conservadora, e tendo sido exilado em Cuba e na Europa durante muitos anos do regime militar, o que se sabe é que Glauber Rocha inovou a história do cinema e com sua criatividade e senso crítico marcou a arte não só no Brasil, mas em diferentes partes do mundo.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Programa Cinema e Som - A Doce Vida

A Doce Vida, clássico franco italiano do diretor Federico Fellini, passa-se em Roma e trata do jornalista de celebridades Marcello Rubini, personagem do italiano Marcello Mastroianni. Rubini é um jornalista que vive rodeado por colegas de profissão, belas mulheres e frequenta as mais diversas festas e badalações da rica e extravagante sociedade europeia. Em um de seus trabalhos conhece a bela e famosa atriz hollywoodiana Sylvia, personagem interpretada pela atriz sueca Anita Ekberg, por quem vive um de seus arrombos de paixão.

Uma das principais cenas do filme, em que durante a madrugada Sylvia se banha nas águas da Fontana de Trevi, assistida pelo fascinado jornalista, ficaria eternizada na história do cinema. Nos diferentes fragmentos de estória contidos em A Doce Vida, Rubini parece buscar um sentido para tudo, aparentemente insatisfeito com os relacionamentos vazios que mantêm com as amantes, os amigos e sua própria família. Por meio do jornalista, conhecemos a modernidade e sofisticação de Roma, mas também a arrogância e decadência de sua sociedade e a falta de limites de uma imprensa ávida por notícia, custe o que custar.

O drama A Doce Vida é considerado uma das referências da transição do neorrealismo italiano para um cinema mais simbólico, o que se tornaria uma das principais marcas do trabalho de Federico Fellini. O filme conquistou a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de melhor figurino em preto e branco, além de ter sido indicado à Academia aos prêmios de melhor direção, melhor roteiro original e melhor direção de arte, e ao BAFTA como melhor filme.

A trilha sonora do longa é composta pelo premiado músico italiano Nino Rota, que trabalhou com Fellini em diversas importantes produções como Abismo de um Sonho, de 1952, A Estrada da Vida, de 1954 e 8 ½ , de 1963. O músico foi responsável também pela trilha de outros clássicos como Romeu e Julieta, de Frank Zeffirelli, e O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão II, de Francis Ford Coppola.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Programa Cinema e Som - Sean Penn

Consagrado por interpretar personagens marcados pela emoção e sensibilidade, Sean Penn foi premiado duas vezes com o Oscar de melhor ator pelos dramas Sobre Meninos e Lobos, de 2003, e Milk – A Voz da Igualdade, de 2008. Nasceu em 1960 em Los Angeles, Califórnia, em uma família de artistas, e estreou na carreira na década de 1980 em aparições na TV.

No cinema, o primeiro filme foi o drama Toque de recolher, em 81. Durante as décadas seguintes esteve em produções como Caminhos Violentos, Pecados de Guerra, a comédia Não somos anjos, e o gangster de Brian de Palma, O Pagamento Final. Seu primeiro grande sucesso, em 1995, valeu uma indicação ao Oscar. Em Os Últimos Passos de um Homem, com direção de Tim Robbins, Sean Penn foi um assassino no corredor da morte em uma árdua luta para salvar sua vida. A interpretação rendeu ao ator o Urso de Prata no Festival de Berlim.

Muitos outros sucessos estiveram presentes na carreira de Penn: a comédia de Woody Allen, de 1999, Poucas e Boas, onde viveu um guitarrista de jazz dos anos 30 e pela qual recebeu sua segunda indicação ao Oscar; os dramas Loucos de Amor, de 97, quando conquistou Cannes por seu papel; e Uma Lição de Amor, em 2001, que valeu a terceira indicação do ator à Academia. Neste filme temos a estória de Sam, personagem de Sean Penn, um homem com deficiência mental que luta na justiça pelo direito de criar a filha de 7 anos, ensinando a todos o valor do amor e da família. Finalmente em 2003, com o forte Sobre Meninos e Lobos, o ator foi premiado com o Oscar. O drama de três homens que cresceram juntos e se separaram após um trauma de infância, dirigido por Clint Eastwood, também rendeu a Penn o Globo de Ouro.

Ainda em 2003, no impactante 21 Gramas, de Alejandro Iñarritu, Penn interpretou um professor universitário à beira da morte, papel que lhe garantiu premiação no Festival de Veneza. Em Milk – A voz da Igualdade, de 2008, Sean Penn conquistou seu segundo Oscar ao interpretar o político norte americano e ativista dos direitos gays Harvey Milk. Recentemente, o ator esteve em Árvore da Vida, de 2011, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

Como diretor, Penn realizou Unidos pelo Sangue e Acerto Final, nos quais assinou o roteiro, e A Promessa, de 2001. Dirigiu um dos episódios do documentário 11 de setembro, sobre as consequências do ataque de 2001 e também Na natureza Selvagem, de 2007, baseado na vida real de um aventureiro que abandonou o lar para viajar pelo Norte da América. Marcado pelo ativismo político e social, Sean Penn mobilizou-se publicamente contra a Guerra do Iraque, além de ter mantido contato com os presidentes de Cuba e Venezuela e prestado ajuda humanitária às vítimas do furacão Katrina e do terremoto de 2010 no Haiti.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Programa Cinema e Som - Amadeus

A produção norte americana Amadeus, de 1984, tem direção de Milos Forman e roteiro de Peter Shaffer adaptado a partir de sua própria peça teatral. Amadeus é uma estória de conflitos psicológicos ligada à conturbada biografia do gênio da música clássica Wolfgang Amadeus Mozart.

A vida e obra do músico austríaco são apresentadas ao público em flashblack, a partir da visão do compositor Antônio Salieri. Interpretado com brilhantismo por F. Murray Abraham, premiado pelo Oscar, Salieri é um homem de grande talento, que vê na música uma representação divina. Ao conhecer Mozart, personagem de Tom Hulce, Salieri passa a mesclar admiração e ódio, e a rever todos os seus conceitos. Descobre no jovem uma genialidade musical absurda, mas aliada a uma vida de desregramentos e promiscuidade. Inconformado, Salieri torna-se rival de Mozart e alimentado pela revolta e inveja envolve-se em uma trama sombria, capaz de destruir a vida de ambos.

Com figurino, maquiagem e direção de arte marcantes, o drama musical Amadeus é um retrato da sociedade européia do século XVIII, com seus hábitos e formalidades. O filme venceu 8 premiações no Oscar, entre elas melhor filme, melhor diretor, melhor direção de arte e melhor roteiro adaptado, além de mais quatro conquistas no Globo de Ouro.

A bela trilha sonora, largamente composta por Mozart, alterna trechos de óperas como Don Giovani, de 1787, O Rapto do Serralho, de 1782, sua última composição, de 1791, a missa fúnebre Réquiem em Ré Menor, e a Sinfonia nº 25 em sol menor, de 1773, trilha de abertura de Amadeus. Todas as canções interpretadas pela Academia Inglesa Saint Martin In The Fields. A trilha sonora do filme atingiu a posição 56 nas paradas da revista americana Billboard, tornando-se uma das mais populares gravações clássicas de todos os tempos.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Programa Cinema e Som - Entrevista com Leo Cunha

Confira o programa Cinema e Som com o crítico, professor e doutor em cinema Leo Cunha.


Jornalista e mestre em ciência da informação, o mineiro nascido em Bocaiúva é também escritor de livros infanto juvenis e crônicas, além de colunista da revista eletrônica de cinema Filmes Polvo.
Leo Cunha nos conta sobre sua experiência pessoal e profissional no campo da sétima arte e destaca sua preferência pelo gênero da comédia.
Por Rafaella Arruda.
(Programa Cinema e Som - ELOFM)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Programa Cinema e Som - Tim Burton

Cineasta norte americano Tim Burton, nascido na Califórnia em 1958. Conhecido pelo estilo gótico, estórias fantásticas e nada convencionais, repletas de cores ou de um preto e branco sombrio, e por seus personagens estranhos, seja na comédia, no drama, ou no terror, com pés na realidade e na ficção, como em Edward mãos de Tesoura, Alice no país das maravilhas e A Lenda do Cavalheiro Sem Cabeça.

Tim Burton iniciou sua arte ainda criança, através de desenhos. Estudou no Instituto de Arte da Califórnia e trabalhou como animador da Disney. Alguns de seus primeiros trabalhos foram as animações O Cão e a Raposa, em 1981; os curtas de 1982, Vincent sobre um garoto que queria ser como o ator Vincent Price, astro de filmes de terror e ídolo de Burton; e Frankweenie, ficção considerada imprópria para crianças sobre um menino que ressuscita o próprio cão. Com o talento já reconhecido, foi convidado para dirigir seu primeiro longa: a comédia As grandes aventuras de Pee-wee, em 1985.

Três anos depois, o cineasta dirigiu outro do mesmo gênero, Os fantasmas se divertem. Em 89, com produção da Warner Bros, Tim Burton dirigiu aquele que seria o primeiro de uma série de filmes sobre o famoso personagem dos quadrinhos: Batman, com Michael Keaton e Jack Nicholson. A continuação do filme viria 3 anos depois com Batman - O Retorno. Em 1990, Edward, Mãos de Tesoura, com estória e direção de Burton, refletiu o lado mais criativo do cineasta. Em sua primeira parceria com o ator Johnny Depp, Burton trata da vida de um rapaz solitário e ingênuo, criado em laboratório, que tem tesouras no lugar das mãos. Ao ser descoberto pela vizinhança e apaixonar-se por uma garota, sofre as dificuldades de ser tão diferente.

Em 1993 Burton produziu O Estranho Mundo de Jack e novamente com Johnny Depp, em 1994, dirigiu Ed Wood, baseado na vida do pior diretor de cinema de todos os tempos! O filme venceu o Oscar de maquiagem e ator para Marthy Landau, além de ser indicado ao prêmio de direção em Cannes. Com Marte Ataca! em 96, uma comédia sobre excêntricos marcianos que invadem a Terra, Burton dirigiu atores como Glenn Close, Jack Nicholson e Pierce Brosnan.

Com Johnny Depp, o cineasta trabalharia em mais cinco filmes: o terror A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, de 1999; o remake de um clássico dos anos 70, A Fantástica Fábrica de Chocolate, de 2005, indicado a melhor filme pelo BAFTA; a animação A Noiva Cadáver, também de 2005, indicada ao Oscar de melhor animação; o sangrento suspense musical Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, em 2007, melhor direção de arte no Oscar e indicado a melhor diretor no Globo de Ouro; e o mais recente Alice no País das Maravilhas de 2010, da Disney.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)





sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Programa Cinema e Som - Central do Brasil


Central do Brasil, premiada produção nacional de 1998. Com direção e estória de Walter Salles, e roteiro de Marcos Bernstein e João Emanuel Carneiro. No elenco, a protagonista Fernanda Montenegro e o garoto estreante nas telas Vinícius de Oliveira, além de Marília Pêra, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele e Caio Junqueira, entre outros.

A emocionante estória conta sobre Dora, mulher desiludida que ganha a vida escrevendo e endereçando cartas para analfabetos que transitam pela tumultuada Estação “Central do Brasil”, no Rio de Janeiro. Dentre os muitos que utilizam seu serviço está Ana e seu filho Josué, de apenas nove anos, que sonha encontrar o pai que nunca conheceu através das cartas. Após perder a mãe em um atropelamento, o garoto Josué, abandonado, passa a ser ajudado por Dora.

Juntos, viajarão pelo interior nordestino em busca do pai desconhecido. Uma espécie de road-movie que nos apresenta a dura realidade de trabalhadores e imigrantes brasileiros com o sonho de melhorar de vida e manter os laços com aqueles que amam. Ao se conhecerem melhor, Dora e Josué se aproximam e criam fortes laços de confiança e amizade.

Central do Brasil recebeu diversas indicações e premiações dentro e fora do Brasil. Garantiu a Fernanda Montenegro a indicação ao Oscar como melhor atriz, o que a consagrou como a primeira atriz latino americana nomeada ao prêmio. O drama foi também indicado como melhor filme em língua estrangeira pela Academia, título conquistado no BAFTA e Globo de Ouro. Venceu ainda três prêmios no Festival de Berlim, um dos principais festivais europeus de cinema: Urso de Ouro, Urso de Prata para Fernanda Montenegro e prêmio do Júri Ecumênico. O roteiro original consagrou-se como o melhor da categoria no Sundance Film Festival.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Programa Cinema e Som - Audrey Hepburn

Audrey Hepburn, ícone do cinema, conhecida por sua beleza e elegância e pelos papéis como jovem divertida e delicada, quase sempre ao lado de homens mais velhos. Nascida na Bélgica, em 1929, Audrey morou também na Inglaterra, Itália, Suíça e Holanda, onde viveu momentos difíceis ainda criança, ao lado da mãe, durante ocupação nazista na 2ª Guerra Mundial. Antes de estrear nas telas, estudou ballet, foi corista e modelo fotográfica.

Participou de pequenos filmes na Inglaterra antes de mudar-se para os Estados Unidos, quando interpretou a personagem Gigi, em peça homônima da Broadway. Seu primeiro filme norte americano foi A Princesa e o Plebeu, de 1953. Logo na estreia, como a Princesa Ann, Audrey encantou o público e conquistou o Oscar, Globo de Ouro e BAFTA como melhor atriz. Um ano depois, pela atuação na comédia romântica Sabrina, com direção de Billy Wilder, Audrey recebeu nova indicação ao Oscar como melhor atriz.

Esteve ainda em Guerra e Paz, de 1956, épico baseado na obra homônima de Tolstói, no musical Cinderela em Paris, de 1957, onde atuou com Fred Astaire, e também em outra comédia romântica de Billy Wilder, Amor na Tarde. Nos anos seguintes, Audrey Hepburn viveu outros dois importantes papéis que lhe valeram indicação à academia. No drama Uma Cruz a Beira do Abismo, de 1959, foi a jovem Irmã Gabrielle, e na comédia romântica Bonequinha de Luxo, em 1961, interpretou a prostituta de luxo Holly Golightly, um dos principais personagens de sua carreira.

Ainda na lista de sucessos, a comédia romântica Quando Paris Alucina, de 1964, onde viveu a divertida datilógrafa Gabrielle Simpson; My Fair Lady, também de 64, em que foi uma humilde vendedora de flores; e Um Clarão nas Trevas, de 1967, suspense que valeu a Audrey mais uma indicação ao Oscar por seu papel como uma mulher cega perseguida por bandidos.

Após afastar-se das telas por quase 10 anos, Audrey retornou em 1976 com Robin e Marian, atuando ao lado de Sean Connery e trabalhou também no suspense A Herdeira, em 79, baseado na obra de Sidney Sheldon. Em sua última aparição no cinema, em 1989, fez uma participação especial no drama Além da eternidade.

Audrey Hepburn tornou-se embaixatriz da UNICEF no ano de 1987. Realizou missões internacionais pela instituição e promoveu eventos pelas crianças na África e América Latina. Papel que assumiu até sua morte, em 1993, devido a um câncer de apêndice. Além dos prêmios já citados, Audrey recebeu outras oito indicações pelo Globo de Ouro; por papéis dramáticos, em comédia e musicais. Ganhou em 1990 o prêmio Cecil B. De Mille, pelo conjunto da obra e o Oscar póstumo em 1993, pelo trabalho na UNICEF.


Por Rafaella Arruda
(Programa Cinema e Som - ELOFM)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Programa Cinema e Som - Apocalypse Now


Clássico norte-americano de 1979 com direção e produção de Francis Ford Coppola: Apocalypse Now, um retrato da Guerra do Vietnã, com todos os seus extremos. No filme, o conflito que durou cerca de 15 anos serve de cenário para uma perigosa missão secreta envolvendo o veterano do exército americano Capitão Willard, vivido por Martin Sheen.

Willard é designado pelo alto escalão das forças militares a partir para o Camboja em um barco patrulha, na companhia de mais quatro soldados. Lá chegando, deve encontrar e matar o ex-oficial das forças especiais americanas, Coronel Walter Kurtz. Kurtz, personagem de Marlon Brando, é considerado um militar renegado, rebelde e insano que passou a viver no interior de uma tribo no país asiático e a liderar os nativos como um verdadeiro Deus, incentivando adoração e rituais de morte.

Enquanto sobe o rio em direção ao Camboja e examina inúmeros documentos a respeito de Kurtz, Willard e seus soldados presenciam e enfrentam os horrores da guerra. Conhecem o destemido Coronel Bill Killgore, interpretado por Robert Duvall, e seus cruéis métodos de guerra. É dele a ordem para o bombardeio aéreo de napalm em uma aldeia de vietconges. Em uma cena de arrepiar, embalada pela ópera Cavalgada das Valquírias, que ouvimos ao fundo, presenciamos a tentativa de fuga e morte de dezenas de nativos sob o ataque da substância mortal acompanhada da emblemática frase do Coronel: “Adoro o cheiro de napalm pela manhã. Tem cheiro de vitória."

Willard acompanha ainda a perda de sanidade de um dos companheiro e a morte de tantos outros. Assim, vivencia os absurdos da guerra muito antes de alcançar o alvo, o que talvez possa lhe garantir a força e coragem necessárias para cumprir a tão temida e aguardada missão.

Com roteiro de Coppola e John Millus, baseado no romance Heart of Darkness de Joseph Conrad, Apocalypse Now acumula premiações e indicações. Entre as mais aclamadas, o Oscar de melhor fotografia e som, a Palma de Ouro em Cannes, e o Globo de Ouro de melhor direção, ator coadjuvante para Robert Duvall e roteiro adaptado. Considerado pelo crítico Roger Ebert como um dos melhores filmes de guerra já realizados e escolhido pelo American Film Institute como o 30º melhor filme de todos os tempos, Apocalypse Now foi todo gravado nas Filipinas, no período de 16 meses. No ano de 2001, o filme foi lançado em uma segunda versão, com o nome Apocalypse Now Redux, e ganhou mais 60 minutos de projeção.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Programa Cinema e Som - Fernando Meirelles

Fernando Meirelles, cineasta brasileiro, nascido em São Paulo, em 1955, e reconhecido internacionalmente por filmes como Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel e Ensaio sobre a Cegueira. Diretor, roteirista e produtor, interessou-se desde jovem pela arte de fazer filmes e aos 12 anos já possuía uma câmera de filmar de presente dado pelos pais.

Como estudante de arquitetura, Meirelles conciliou os estudos com a produção de vídeos experimentais e criou com um grupo de amigos a produtora de filmes independentes, Olhar Eletrônico, transformada na década de 1990 na atuante O2. No cinema, o primeiro longa dirigido por Fernando Meirelles foi Menino Maluquinho 2: A aventura, no ano de 1998. A comédia Domésticas, de 2001, com roteiro e direção de Meirelles, e que trata da vida de cinco domésticas da cidade de São Paulo, valeu ao cineasta duas indicações ao Grande Prêmio Brasil de Cinema, em ambas as categorias.

Mas foi em 2002, com o drama Cidade de Deus, que Fernando Meirelles conquistou reconhecimento nacional e internacional. Com roteiro de Bráulio Mantovani, baseado na obra de Paulo Lins sobre a vida de jovens e a criminalidade no Rio de Janeiro, Cidade de Deus recebeu quatro indicações ao Oscar como melhor filme, edição e roteiro, além de direção a cargo de Meirelles. Categoria conquistada pelo cineasta no prêmio Brasil de Cinema.

Ainda na carreira de Meirelles, duas importantes produções em língua estrangeira. O Jardineiro Fiel, de 2005, e Ensaio sobre a Cegueira, de 2008. No primeiro, um romance homônimo de John le Carre, Meirelles recebeu indicação ao prêmio de melhor diretor no Globo de Ouro. Ensaio sobre a cegueira, também romance homônimo, escrito pelo poeta português José Saramago em 1995, contou no elenco com importantes nomes do cinema internacional como Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael Garcia Bernal. O filme trata de uma epidemia de cegueira que atinge uma cidade e segundo Fernando Meirelles, é antes de tudo uma obra sobre a natureza humana e sua dificuldade de adaptação diante do inesperado. O drama foi indicado a Palma de Ouro em Cannes e abriu a edição do Festival, em 2008.

Fernando Meirelles foi ainda produtor, diretor e roteirista de Som e Fúria – O filme, de 2009, sobre as dificuldades de um pequeno grupo de teatro em adaptar uma peça de Shakespeare, e produtor de Lixo Extraordinário, de 2010. O documentário, indicado ao Oscar em 2011, acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Programa Cinema e Som - O Fabuloso Destino de Amélie Poulan

O Fabuloso Destino de Amelie Poulan, coprodução franco alemã de 2001. A comédia romântica, com doses de drama e fantasia, tem direção de Jean Pierre Jeunet, cineasta conhecido por criar universos fantásticos e dar grande importância aos acasos da vida real.

Com roteiro original de Jeunet e Guillaume Laurant premiado pelo BAFTA, o filme retrata a vida de uma Paris contemporânea pelos olhos de Amélie. Uma garota ingênua, com imaginação fértil, que mesmo mergulhada em sua própria solidão decide ajudar todos a sua volta. Interpretada pela francesa Audrey Tatou, que se tornou mundialmente conhecida após o papel, Amélie Poulan chega à vida adulta após uma infância confusa ao lado de pais neuróticos que não a permitiam ir à escola ou mesmo conviver com outras crianças.

Depois de abandonar a vida com a família, a jovem passa a trabalhar como garçonete. Certo dia, após encontrar uma caixa escondida no banheiro de sua casa, pertencente ao antigo morador, decide devolver o objeto ao dono. Surpreendida com a reação emocionada do senhor diante da lembrança, a moça transforma sua visão de mundo. Torna-se assim, através de pequenos gestos, uma espécie de heroína, cuja função é ajudar as pessoas ao seu redor. Para isso, planeja esquemas complexos e secretos, e nessa nova empreitada, acaba descobrindo o amor.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulan, sucesso de crítica e bilheteria, transmite a sensação de que é possível encontrar a felicidade nos pequenos detalhes da vida. Indicado ao Oscar em cinco categorias, sendo direção de arte, fotografia, filme em língua estrangeira, melhor roteiro original e melhor som, o filme recebeu ainda outros 51 prêmios e 46 indicações ao redor do mundo, além de ter sagrado-se melhor filme pelo European Film Awards. Destaque também à fotografia da obra, que valoriza as cenas através da iluminação e sobreposição de cores.

A trilha sonora do filme é toda composta pelo músico francês Yann Tiersen, que ganhou fama mundial após Amelie Poulan. Além das canções criadas especialmente para o filme, outras foram lançadas em álbuns anteriores de Yann, como A Quai, parte do 3º álbum do músico de 2000. As 20 canções que fazem parte da trilha de Amelie Poulan, com sonoridade peculiar, oferecem um clima lúdico e fantástico que se adapta à temática do filme. Assim, a união trilha e história torna-se inspiração não somente aos personagens, mas também ao público.

Por Rafaella Arruda
(Programa Cinema e Som - ELOFM)


Programa Cinema e Som - Acossado

Acossado, produção francesa de 1960 e longa metragem de estreia do cineasta Jean Luc Goddard. O filme é um dos expoentes da nouvelle vague, movimento da década de 1960 que inovou a forma de se fazer cinema em contraponto à tradição cinematográfica hollywoodiana e da própria França.

Filmado em preto e branco, com roteiro de Goddard baseado em história do também cineasta francês François Truffaut, Acossado acompanha os personagens Michel Poiccard e Patricia Franchisi. Após roubar um veículo e matar um policial, Michel, vivido por Jean Paul Belmondo, passa a ser perseguido pela polícia e por isso, precisa se manter escondido. Ao lado da jovem americana Patrícia, personagem de Jean Seberg, o aventureiro cometerá outros delitos, ao mesmo tempo em que viverá um romance incomum, sempre na tentativa de conquistá-la e convencê-la a partir com ele para a Itália.

O longa traz às telas uma direção inovadora. Alguns exemplos são a montagem com cortes em momentos inesperados, que dão a sensação de descontinuidade; a fala de Michel em direção ao espectador; e as tomadas demoradas de Patrícia em close enquanto ouvimos a voz do parceiro Michel, fora de quadro. O filme ainda faz menção ao cinema americano, como nos momentos em que Michel passa o dedo nos lábios em referência ao ator Humprey Bogard.

Michel e Patricia são personagens que fogem do estilo conservador. Ele, constantemente envolvido em trapaças, parece não se preocupar muito com as consequências de seus atos. Ela, aspirante à carreira de jornalista e vendedora de rua do New York Herald Tribune, inova na aparência e atitudes. Usa cabelos curtos, dispensa o uso de sutiã e admite já ter se relacionado com sete homens diferentes. Desta maneira, em relação aos seus antecessores no cinema, Acossado inova não apenas na técnica, mas na temática ousada quanto a comportamento e postura diante da vida, como nas indagações sobre a morte, a tristeza e o nada.

O filme, vencedor do prêmio Urso de Prata em Berlim, foi indicado também ao Urso de Ouro e ao BAFTA de melhor filme estrangeiro. Em 1983, Acossado ganhou uma refilmagem nos Estados Unidos com o título A força do amor, estrelado por Richard Gere.

Por Rafaella Arruda
(Programa Cinema e Som - ELOFM)


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Programa Cinema e Som - Al Pacino


 Al Pacino é um dos grandes nomes do cinema mundial que marcou a geração de atores da década de 1970 e que, ainda hoje, permanece como um dos ícones da 7ª arte. De descendência italiana, nascido no Bronx, em Nova York, no ano de 1940, teve a carreira marcada por personagens que se tornariam clássicos. Entre eles, Michael Corleone, na trilogia O Poderoso Chefão, o policial Serpico no drama homônimo de 1973 e Tony Montana, um cubano que se tornou milionário com o tráfico de drogas em Scarface, de 1983. Todos marcados por forte personalidade, senso moral e ímpetos à violência.

Ainda jovem, Alfredo James Pacino tinha o costume de ir aos cinemas e depois imitar as vozes e frases dos atores que gostava. Participou de peças na escola, estudou teatro, e em 1966 ingressou na famosa escola de interpretação Actors Studio. Sua estreia no cinema foi em 1969 com Me, Natalie, três anos antes da grande oportunidade de sua carreira, quando foi escolhido pelo cineasta Francis Ford Coppola para viver Michael Corleone no clássico sobre a máfia italiana nos Estados Unidos, O Poderoso Chefão. O filme, inspirado no livro de Mario Puzo sobre a história da família Corleone, revelou o ainda pouco conhecido Al Pacino ao público e rendeu a ele sua primeira indicação ao Oscar como ator coadjuvante.

Na sequência, as atuações em Serpico, O Poderoso Chefão II e Um dia de cão, este sobre um trágico assalto real ocorrido em um banco, renderiam a Al Pacino três indicações consecutivas ao Oscar como melhor ator. Em 1979, outra indicação à categoria pela atuação em Justiça para Todos. Em Scarface, filme de 1983 considerado pelo próprio Al Pacino como o mais popular de sua carreira, a indicação foi ao Globo de Ouro.

Afastado das telas por 4 anos, após o fracasso de crítica e de bilheteria de Revolução, de 1985, o ator resolveu dedicar-se novamente ao teatro. Retornou às telas no fim dos anos 80 com Vítimas de uma paixão e O Poderoso Chefão III. Recebeu mais duas indicações ao Oscar como coadjuvante, pela comédia Dick Tracy, de 1990, e ao viver um corretor de imóveis em O Sucesso a qualquer preço, de 1992. Em 1993, como Frank Slade, em Perfume de Mulher, Al Pacino finalmente foi agraciado com o prêmio da Academia e também Globo de Ouro. No drama, é um
ex-militar cego em viagem a Nova York que tem como acompanhante o jovem Charlie, vivido por Chris O'Donnell.

Ainda na década de 90 e 2000, Al Pacino estrelaria filmes como
Pagamento Final, Fogo contra fogo em que atuou ao lado de Robert de Niro, Advogado do Diabo, O informante, O Mercador de Veneza, uma adaptação de Shakespeare para as telas, e Angels in America, premiada minissérie de TV norte americana.

Por Rafaella Arruda
(Programa Cinema e Som - ELOFM)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Programa Cinema e Som - Greta Garbo

A atriz sueca Greta Garbo atuou entre 1920 e 1941 e abandonou as telas aos 36 anos. Nascida em Estocolmo, em 1905, Garbo, ainda criança, apaixonou-se pelo cinema e costumava encenar peças nas ruas. Estreou nas telas ainda adolescente, em filmes publicitários e estudou interpretação na Academia Real de Teatro Dramático Sueco.

Realizou seus primeiros filmes, A lenda de Costa Berling e A Rua das Lágrimas, na década de 1920. Aos 19, após chamar a atenção do presidente da Metro Goldwin Mayer, Louis Mayer, Greta Garbo foi contratada pelo estúdio e mudou-se para Hollywood. Enfrentou os desafios do idioma, fez dieta, alisou os cabelos e tratou os dentes, antes de estrear seu primeiro filme norte americano, em 1926, Os Proscritos, e agradar público, crítica e os seus próprios contratantes. A partir daí, foram quase duas décadas de sucesso.

No cinema mudo, se destacou na maneira de expor suas emoções pela expressão facial, mãos e andar, e exigir menos legendas que outros atores. O longa O Beijo foi o último filme mudo de sua carreira. Depois vieram interpretações que valeram a Greta Garbo duas indicações ao Oscar. Por Anna Christie, seu primeiro filme falado, em que interpretou uma prostituta e Romance, onde foi uma cantora de ópera, ambos de 1930. De contrato renovado com a MGM e com o direito de determinar quase toda a produção de seus filmes, a atriz realizou Grande Hotel, em 1932, premiado com o Oscar de melhor filme. É nele que Garbo, interpretando uma bailarina que não acredita no amor, diz a frase que marcou sua vida pessoal I want to be alone, Eu quero estar sozinha. Ainda recebeu outras duas indicações à Academia por A Dama das Camélias, de 1936, em que vive uma cortesã, e a comédia romântica Ninotchka, de 1939.

No final dos anos 30, após Duas Vezes Meu, com direção de George Cukor, surgiram os primeiros sinais de enfraquecimento profissional de Garbo, com as críticas negativas ao filme. Fosse pela tentativa do diretor de modificar a maneira de atuar de Garbo, ou pelo próprio desejo da atriz em desistir do papel, a verdade é que ela decidiu dar um tempo em sua carreira, vindo a encerrar o contrato com a MGM em 1943.

Ainda solicitada em eventos sociais e em novas atuações, Garbo refugiou-se em Nova York, onde viveu os últimos 50 anos de vida, evitando qualquer contato com a imprensa. Faleceu de pneumonia, aos 85 anos, em 1990. A atriz que tinha pavor de multidões e se recusava a dar autógrafos e entrevistas, jamais se casou ou teve filhos. E ao receber o Prêmio Honorário do Oscar, em 1955, recusou-se a ir à cerimônia.

Apenas de nunca ter vencido um Oscar, a atriz foi premiada duas vezes pela Associação dos Críticos de Cinema de Nova Iorque. Pela atuação em Anna Karenina de 1935, e A Dama das Camélias de 36.

Por Rafaella Arruda.

(Programa Cinema e Som - ELOFM)

Programa Cinema e Som - Rocky, Um Lutador

Escrito e estrelado por Silvester Stallone, com direção de John Avildsen, o filme Rocky, Um Lutador, lançado em 1976, trata da vida de Rocky Balboa, um boxeador sem grandes ambições, de vida simples e com grande coração. Antes de ser um filme sobre boxe, é um drama sobre o homem comum, com suas fragilidades e sonhos. 

Sem grandes perspectivas na vida, Balboa vive sozinho, faz bicos para um agiota e busca conquistar Adrian, uma tímida vendedora de pet shop, irmã de seu melhor amigo Paulie. A oportunidade de mudar de vida surge quando o campeão mundial dos pesos médios, Apollo Creed, anuncia publicamente a intenção de enfrentar algum boxeador desconhecido do grande público. Na verdade, uma grande jogada de mídia. O Garanhão Italiano, nome de Balboa nos ringues, é o adversário escolhido. A disputa com Apollo é a chance de Rocky se sentir novamente um vencedor. Caberá a ele, com a ajuda do amigo e treinador Mickey, se preparar para a disputa com toda a garra e coragem possíveis. 

No elenco do filme, Talia Shire como Adrian, Burt Young, como Paulie, Burgess Meredith, como o incansável treinador de boxe, Mickey, e Carl Weathers como o campeão Apollo Creed. Rocky conquistou as premiações do Oscar e Globo de Ouro de melhor filme, além de melhor direção e montagem pela Academia. Indicações também para Stallone como roteirista e ator, feito alcançado anteriormente apenas pelos cineastas Charles Chaplin e Orson Welles. A produção coube a Robert Chartoff e Irwin Winkler, os mesmos que 4 anos depois realizariam Touro Indomável, outro filme de sucesso sobre a vida de um boxeador. 

Rocky, um Lutador, foi o primeiro de uma sequência de outros 5 filmes sobre o personagem. Em 2006, o drama Rocky Balboa, escrito, dirigido e estrelado por Silvester Stallone, fechou a franquia. 

A canção Gonna Fly, trilha de Rocky, Um Lutador é composta por Bill Conti, com letra de Carol Connors e Ayn Robbins, e interpretada por Deetta West e Nelson Pigford. Sempre embalando os árduos treinamentos de Rocky para as lutas, a melodia tornou-se um ícone cultural, foi indicada ao prêmio de melhor canção original no Oscar de 1977 e alcançou o nº 1 das paradas da Billboard no mesmo ano. Em Rocky, Um lutador, a música encerra-se com a subida do boxeador às escadas do Museu de Arte da Filadélfia, cena que se tornaria emblemática nas continuações do filme.

Algumas alterações na versão original da canção podem ser notadas nos demais filmes da série Rocky, como o acréscimo do coro de crianças em Rocky II. A melodia de Bill Conti fez tamanho sucesso, que foi usada como trilha em outros filmes, propagandas publicitárias, programas de rádio, campanha política, e é ainda hoje usada em eventos esportivos.

Por Rafaella Arruda

(Programa Cinema e Som - ELOFM)